segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Não Sou Todo Eu que Me Caibo

Tudo que foi não é
Nem agora, nem será
Hoje o ontem tão perdido
Pelo que deixou de ser
Tudo que deixei de ser hoje não sou
Quem foi o que fui, o que serei

Ah, se eu me encontro em mim
Bem perto de ser o que conseguir
Tão perto de não saber o que seguir
A quem seguir
Por quem ser guia?

Não sou todo eu que me caibo
Me caio, contraio, saio
Tal qual o que desejo ser
E estou sendo um pouco perto

Se eu por aqui transfigurar certo
Minha loucura de hoje e agora
Estará sempre em mim

2 comentários:

Guilherme Bózi disse...

ficou massa esse

Stefânia M. disse...

o que que a gente faz com a parte da vida que a gente não vive?
o que é que fica depois que a sombra muda de lugar?

tava pensando esses dias aqui e esse poema me lembrou.